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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Blade – A Lâmina do Imortal

vou falar hoje dos mangás que eu tenho e gosto muito. trouxe a resenha do mangá retirado do Vortex Cultural e um video  do mangá que virou anime XD
Eu tenho os exemplares de Blade 06,08,09,10, 13,15,16,17,18, 20, 21,22,23,24,25,26,28,29,30,31,32 e 33 ^^ Falta muito pra ter a coleção, nem consegui achar a numero 01 pra comprar ><



[Resenha] Blade – A Lâmina do Imortal

Publicado em 16 de maio de 2011 por André Kirano (todo credito à ele ^^)
extraido de Vortex Cultural (http://www.vortexcultural.com.br/quadrinhos-e-hqs/blade-a-lamina-do-imortal/)





“Um dojô de estilo de luta espadachim e uma família encarregada de ensinar neste local. Pai, mãe e filha, juntos com todos os discípulos que ali residem e treinam diariamente, vivem uma vida pacata durante a “era de paz” do Japão. Então tudo muda, quando um jovem que está juntando outros espadachins sem nome e sem “estilo” por ai aparece reclamando uma vingança e mata os discípulos, o pai e sua esposa, deixando apenas a filha viva. Dois anos depois, após jurar vingança sobre o túmulo de seus pais a garota vai em busca de seu juramento. É recomendada que contrate certo homem como “guarda-costas”, e junto dele vai atrás dos que mataram sua família.”

No geral, este é o plot, a história, que está por trás de “Blade of the Immortal”, ou “Blade, A lamina do imortal”, nome que o mangá recebeu ao vir para o Brasil, de Hiroaki Samura. Parece simples, mas não é. Rin Asano, a filha que jurou a vingança sob o túmulo dos pais, quer matar Kagehisa Anotsu. Anotsu é denominado um gênio da espada, e mesmo sendo muito novo juntou sob seu comando um bando de espadachins e formou a escola “Itto-Ryu”. Pregando que as artes com espada nada mais eram que danças e não combate, ele quer reviver o espírito guerreiro do povo e acabar com os estilos que povoam o Japão.

Para completar sua vingança Rin é recomendada a contratar um guarda-costas: Manji. Este é também conhecido como “Hyakunin-Guiri”, o matador de 100 pessoas. Um Ronin que desobedeceu a ordem de seu senhor e por causa disso foi perseguido, durante a perseguição foi matando um atrás de outro, assim recebeu a alcunha de matador de 100 pessoas. Durante esta matança sua irmã ficou louca com algo que ocorreu e ele passou a cuidar dela. O especial é que enquanto cuidava de sua irmã uma monja apareceu e colocou em seu corpo os “kessenchus”, vermes simbióticos que reconstroem seu corpo assim que ele é ferido, fazendo com que ele se tornasse imortal. Após sua irmã ser morta por bandidos que queriam ser conhecidos como “os que mataram o Hyakunin-Guiri” ele jurou que iria matar 1000 bandidos e assim os Kessenchus iriam sair de seu corpo e ele morreria. Por esse juramento ele começou a ajudar a Rin e junto dela enfrentar os membros da Itto-Ryu um após o outro.

Após falar tanto da história do mangá é hora de falar sobre ele como um todo. Blade é estritamente um mangá da era samurai do Japão, era que após a unificação todas as terras estavam sob ordem do Xogum e dividida entre daimyos, e como tudo que relata essa época é repleto de batalhas com espadas e tudo o que tem direito. Porém ao contrário de muitos outras histórias que mostram batalhas de espada, Blade demonstra as batalhas como elas realmente eram, em pouco tempo de combate pelo menos um membro dos lutadores já está voando, ISSO é uma batalha de espada, não é ficar batendo espada durante uma hora e só depois dar o golpe final. Pelo personagem principal ser imortal, você o vê sendo realmente cortado em varias lutas.

Outro grande ponto do mangá é que o antagonista principal não é, necessariamente, o vilão da historia, ele TEM um lado humano e que é EXTREMAMENTE bem trabalhado, tornando Anotsu um personagem carismático e que você torce por ele também em muitos pontos da historia. Manji, protagonista e “herói” têm seu comportamento no melhor dos padrões do “anti-heroísmo”, é briguento, fala muito palavrão, não foge a briga e vive discutindo com a Rin. Rin, personagem que você fala que é boba, porém ela também te conquista com sua inocência e dúvida em certos momentos. Parando para analisar, poucos são os personagens que participam da trama que não tem um fundo muito bem trabalhado. Cada um tem seu motivo para estar na historia, tem sua força de vontade para viver e suas dúvidas a serem respondidas. Samura consegue mostrar a essência de alguns personagens de maneira tão forte que algumas vezes você torce pro antagonista ao menos fugir ou, em certos momentos, pra vencer. Aliás, um dos meus personagens preferidos faz parte da Itto-Ryu que é o Taito Magatsu, também antagonista a dupla de personagens principais do Mangá.

A história do mangá esta sendo distribuída em arcos. Quatro já terminaram, entramos no quinto arco de historias, e este está sendo dito que será o último. Cada arco apresentou novos detalhes a trama e fechou alguns, porém não todos, mudou objetivo de alguns personagens, enfim, cada arco representa uma evolução para os personagens e fechados em história entre si.

Mas o que realmente impera em Blade é o desenho e estilo de Samura. Que evolui com a série, porém mesmo no inicio é de extrema beleza. Os kanjis de sons entram em perfeita sintonia com a cena, não são apenas recurso dos quadrinhos, eles fazem PARTE da cena. É admirador o traço do desenho, principalmente em algumas cenas, um tanto quanto sangrentas, mas ainda assim, de uma beleza indescritível.

Em resumo, uma história de espadachins japoneses, lutas sangrentas, um enredo vibrante e envolvente, um traço estupendo, personagens carismáticos e que tem “alma”, trama rica porém sem pontas soltas e também tem mulher segurando espada, e sendo uma das melhores espadachins do mangá. Recomendo fortemente para quem curte o estilo, não vão se arrepender.

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